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Degustação às Cegas – Pinot Noir Pelo Mundo

05/09/2012

 

Nossa confraria se reuniu dessa vez no restaurante Marcel para um embate de Pinot Noir pelo Mundo.

Enquanto aguardávamos o serviço dos vinhos, saboreamos uma deliciosa champagne trazida pelo coordenador do mês, o Giba. Uma René Geoffroy da safra de 2005, simplesmente extraordinária, elegância pura. Dourada brilhante, exalava deliciosos aromas de brioche com grande complexidade. No palato é cremosa, muito equilibrada, acidez na medida, persistente e deixando um final de boca delicioso. Um exemplo perfeito do que uma champagne de qualidade pode ser.

O sommelier nos avisa que os vinhos já estão servidos, então seguimos para a mesa.

Abaixo minhas descrições sobre os vinhos, do último ao primeiro lugar na minha classificação.

 

 

  • Paul Hobbs Pinot Noir Lindsay Vineyard Russian River 2008

Os Pinot Noir que Paul Hobbs produz em Sonoma County, California, são lendários. Segundo Parker seus aromas são sublimes e comparáveis aos grandes de Cote de Nuits. Com 14,6 % de álcool, esse vinho amadurece por 14 meses em barricas francesas 80% novas.

Coloração rubi de média profundidade. Aromas bastante intensos de cerejas maduras, muito potente, claramente do Novo Mundo ( sorry, Parker). Boca muito frutada, frutas muito maduras. Quente, encorpado, bastante longo e impressionante. Achei que era da Nova Zelândia.

 

  • Hermitage La Sizeranne 2004 ( curinga )

O curinga da vez veio agressivo! Esse Syrah clássico de uma das maiores referências do Rhone Nord, M. Chapoutier.

Coloração granada profunda, apresentou uma explosão de frutas negras, notas de torrefação e muita complexidade. No palato é encorpado, taninos presentes e de ótima qualidade, bastante equilibrado. Sua persistência ficou um pouco a desejar, achei que ele poderia ser mais longo.

 

  • Franz Haas Pinot Nero 2007

Esse produtor elabora grandes vinhos no Alto Adige, colinas de Pinzano e Gleno na comuna de Montagna, e em Mazzon na comuna de Egna. Muito conhecido por seus Pinots, esse vinho estagia 12 meses em barricas de carvalho francês.

De coloração rubi com média profundidade, apresentou aromas levemente canforados, menta e fruta vermelha intensa. Em boca tem bom corpo, notas de chocolate, boa fruta. Equilibrado e com persistência média.

  • Gevrey Chambertin 2005

Do produtor Bruno Clair, um belo representante da Borgonha.

Rubi de média profundidade, apresentou aromas terrosos e caça, com boa complexidade e qualidade. No palato é potente, taninos finos, bastante longo e com acidez perfeita.

 

  • Clos Vougeot Grand Cru 2005

Produzido por Javouhey , esse vinho representou uma das mais aclamadas denominações do planeta.

Visual rubi escuro e profundo.

O nariz inicialmente foi prejudicado por estar fechado, demorou bastante para abrir. Aromas de caça, cogumelos, frutas vermelhas e grande complexidade.

Em boca tem corpo médio para alto, taninos finíssimos, muito frescor revelando a excelente acidez. Muito longo e com um final de boca frutado e aveludado. Grande vinho.

 

  • Joseph Drouhin Cuvée Laurenne 2007

Esse vinho é produzido no Oregon pelo grande produtor francês Joseph Drouhin. Há anos vejo ele bater grandes Pinots em degustações às cegas, é muito comum ficar no podium. Pena que depois da fama seu preço dobrou. Possui 13,9% de álcool.

Rubi de média profundidade . Aromas de frutas vermelhas com notas de cerragem e toques defumados.

Na boca tem boa fruta, taninos bastante finos com leves notas de torrefação. Vinho bastante elegante. E equilibrado.

 

  • Torres Mas Borrás 2008

Raro Pinot Noir de Miguel Torres, produzido na região de Penedes. 14% de álcool.

Visual rubi de média profundidade.

Nariz complexo, notas animais, couro, cerejas maduras, terra. Intenso.

Na boca é equilibrado e elegante, apresentando alta complexidade. Taninos finos, ótima acidez, longo e com um final de boca delicioso. Foi o campeão da noite para o grupo também.

 

A classificação geral do grupo foi: Mas Borrás, Laurenne, Paul Hobbs, Hermitage, Clos Vogeout,  Gevrey e Fran Hass.

 

Nosso jantar estava impecável, produções de Raphael Despirite com destaques para o boeuf bourguignonne e o souflet  de chocolate na sobremesa. Para acompanhar o doce nosso coordenador do mês abriu um Royal Tokaji 5 Puttonyos 2006. Dourado brilhante, nariz para lá de elegante com notas de mel de laranjeira. Boca deliciosa com notas de laranja, frescor incrível e persistência enorme. Um grandíssimo vinho para finalizar a deliciosa noite que com certeza ficará para sempre em nossas memórias.

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